No ano passado, aprendi uma espécie de mantra com duas mulheres de luz que admiro demais, a filósofa Dulce Magalhães e a psicóloga Lorena Carvalho, e quando me vejo desgostosa com alguma situação, repito para mim mesma:Está tudo certo, Juliana. Porque nada está errado. Tudo está como deve estar.

Para deixar as coisas mais claras, perguntei para a Lorena o significado específico do mantra e ela me respondeu que ele “representa a possibilidade de, a cada contratempo, possibilidade de ‘perder’ algo ou surpresa inesperada, apesar do ´planejado´, voltar ao estado de paz onde o coração e a mente confiam. E, se houver algo que eu possa fazer, me permite focar na solução!”.

Senti vontade de escrever sobre isso quando percebi que estava me culpando porque não consegui ler todos os livros e escrever todos os textos que desejava no mês de janeiro. Antes de vir para a casa de praia, fiz mil planos de colocar alguns projetos em dia e de me dedicar a algumas reflexões que estavam engavetadas por falta de tempo disponível, que era o que eu achava que teria de sobra estando aqui. Porém, sozinha com um filho de quatro anos, entrando no oitavo mês de gravidez, e com as tarefas da casa para fazer, me faltou disposição e inspiração. Quando eu deitava na cama no final do dia, olhava para os livros na escrivaninha e só sentia vontade de assistir a um filme ou a qualquer programa bobo para distrair a cabeça. No início, isso me incomodou bastante, mas então escolhi reconhecer as minhas limitações e repetir para mim mesma, que estava tudo certo. Preciso compreender que estou vivendo outro momento na minha vida, um momento de recolhimento, literalmente. Gerar uma vida demanda muita energia e nos faz usar muito do nosso tempo refletindo sobre essa condição.

Pedra-no-Caminho

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